Roberto Bach apresenta o último CD da trilogia

Autor de um pequeno concerto campestre, em 2006, que passou primeiro por “Oliveira” e que mostrou um outro lado da primavera, trilogia iniciada em 2000, o produtor, músico e ilustrador baiano Roberto Bach, de passagem pela cidade, brinda-nos, agora, com “A Colina dos Cavalos Fortes – Um Caso Clássico”, reunindo dez trotes de boa marcha.

Com inspiração medieval de agrado de cantores renascentistas, mesmo trabalho admirado por Elomar e pela trupe do Quinteto Armorial, entre outros de cabeça bonita e ouvido apurado, o Bach tupiniquim rega o trovadorismo inserido em seu trabalho e qual equinos de longas crinas, “galopa” pelas colinas no pulsar de um coração enterrado na curva do rio. Agora se aventurando pelas “esquinas de Minas”, Bach ilustra o fim de sua trilogia com pinturas naïf, arte destituída daquela convencional, espontânea e figurativa, ostentando cores vivas e simbologia próprias de nossa mineiridade.

Nas imagens, evocações ao santo Chiquinho de Assis, a personagens que lembram o traço de Botero, as igrejas seculares e o barroco mineiro, tudo, sem “proselitismo religioso”, conforme deixa claro Bach, que está na estrada há cerca de 35 anos.

TROVADORISMO

Bach se orgulha em afirmar ser o criador do trovadorismo musical no Brasil. Segundo ele, não há outro artista que faça trabalho semelhante. Ele, no entanto, deve deixar de se dedicar à atividade, pela falta de remuneração adequada, apesar de ser de grande interesse para escolas, especialmente as de Ensino Médio, pois o trovadorismo está no contexto das aulas de literatura.Contatos com o artista: (77) 8855-8869.